Eu quisera a tua beleza e a tive.
Embriaguei-me dos teus lábios.
Mergulhei no oceano de negros cabelos.
Sorvi o doce aroma da tua pele.
Teus olhos como a noite estrelada
Mostravam o brilho de outros e possíveis mundos.
Mas o tempo se esvai
E o refúgio de sombras não nos protege mais.
A luz da manhã me fere como uma flecha na retina.
E estou dilacerado e sem rumo...
A realidade cai maciça e bruscamente.
É o momento de ir embora.
Não quero palavras de conforto.
Quero o nada!
Quero tudo!
Quero-te outra vez.
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