domingo, 2 de março de 2014



Um pequeno poema de sol

Eu contarei histórias enquanto elas povoarem minha mente
E serão repetidas até se tornarem verdades nunca vistas...
Somos esse pequeno fragmento perdido em algum lugar no tempo
E tudo o que carregamos é como a luz brilhante de uma estrela que não existe mais.

Levante-se e abra a janela e veja um dia chuvoso,
Esqueça propositalmente o guarda-chuva e se molhe.
Caminhando sem pressa pela calçada de pequenas pedras retangulares
Como se estivesse ao sol brando de uma primavera qualquer.

A poça d’água pode enganar e terá um sapato encharcado no pé direito
Fazendo barulhos entre um passo e outro que soarão como música...

Do alto de algumas décadas de sonhos e esperanças vividos pela metade,
Talvez seja o momento de andar de pés descalços e perceber um dia pleno.