segunda-feira, 30 de julho de 2012

Na penumbra de um quarto triste
No silêncio que paira no ar.
A tua indiferença me agride
Meus fantasmas me assombram.
Árdua a sina de carregar
Todo o peso de uma vida vazia.
Um romance interrompido...
O título para um livro não escrito.
Uma personagem que fugiu
Na camuflagem perfeita da noite.
Aquele poema esquecido
Que agora vem à tona...
As palavras que não funcionam mais.
Aquela lembrança em tons de cinza
Que vai se dispersando...
Na camuflagem perfeita da noite.

sábado, 14 de julho de 2012


Os carros passam velozes pela estrada.
A fogueira do mendigo se extinguiu.
Meu coração acelerado clama por algo.
Minha face rubra é ferida pelo vento frio.
Ela disse que tudo um dia acaba.
Eu não quis acreditar, conhecendo a verdade.
E tudo é triste agora, e o medo se faz presente.
E toda a beleza se foi, como se fora a última!
Mas voarei e cairei do mais alto.
Mortificar-me-ei e sei o quanto dói.
Sei a dor de se morrer outra vez!


Qual é minha esperança?
Ando de olhos fechados para te ter como visão.
Ao abri-los, já não estás mais comigo...
Esperei pelo inverno, que levou todas as folhas.
Estou desprotegido e tu não vieste me aquecer.
Não suportarei dois invernos sem teus lábios.
Sem a ternura de teu corpo e tua boca doce sussurrando
As palavras que um dia ouvi.
Tu me fizeste assim e minha febre não cessa.
Teu perfume está em mim e guardo todas as lembranças
Como relíquias.