segunda-feira, 30 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
Os carros passam velozes pela estrada.
A fogueira do mendigo se extinguiu.
Meu coração acelerado clama por algo.
Minha face rubra é ferida pelo vento frio.
Ela disse que tudo um dia acaba.
Eu não quis acreditar, conhecendo a verdade.
E tudo é triste agora, e o medo se faz presente.
E toda a beleza se foi, como se fora a última!
Mas voarei e cairei do mais alto.
Mortificar-me-ei e sei o quanto dói.
Sei a dor de se morrer outra vez!
Qual é minha esperança?
Ando de olhos fechados para te ter como visão.
Ao abri-los, já não estás mais comigo...
Esperei pelo inverno, que levou todas as folhas.
Estou desprotegido e tu não vieste me aquecer.
Não suportarei dois invernos sem teus lábios.
Sem a ternura de teu corpo e tua boca doce sussurrando
As palavras que um dia ouvi.
Tu me fizeste assim e minha febre não cessa.
Teu perfume está em mim e guardo todas as lembranças
Como relíquias.
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