sábado, 22 de setembro de 2012



Cidade cinza e fria.
Pontes e viadutos,
Passarelas que levam a lugar nenhum.
O vapor do copo ondula no bar da esquina.
Todos movidos pelo sedento relógio-ponto.
Alguns se amontoam em paradas de ônibus,
Outros seguem como zumbis trilhando um caminho invisível.
O café quente e amargo da manhã.
O almoço engolido com sofreguidão.
A renúncia do jantar em troca de uma garrafa que trará uma
Quase sensação de felicidade.
A engrenagem se move devagar e sempre
A noite se esgota e a manhã chega, outra vez, como uma nota de falecimento.

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