quinta-feira, 17 de março de 2011

Eternos erros

Ela sorriu tristemente para mim,
E eu sangrei por dentro sorrindo.
Escondi minhas dores e lágrimas
Para que escondesse as dela também.

Não consigo tê-la pela metade,
Mas tenho medo de inteirar-me.
Prefiro me deixar enganar
E, de olhos bem fechados, esquecer-me.

Como se a realidade não despertasse
Com a luz da manhã nos meus olhos.
E o paraíso dos seus lábios molhados
Não se fizesse distante dos meus.

-- Deixe-me na minha lama de miséria.
Aqui estou posto ao que me era de direito,
A deliciar-me com imundícies que pisei.
E, malogrado, a rir dos anseios de algum dia.

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